

Incentivado pelo Mestre Joaquim vou escrever minha opinião sobre eventos de Subida de Montanha, mais especificamentea do Pico do Jaraguá que conheço melhor.
O evento é muito bom, aparecem bons carros, gente interessante e o melhor é que, ao contrário desses encontros de carros antigos, a coisa não é estática e não se limita a intermináveis discussões sobre originalidade de espelhinhos, cores e outras bobagens, tão a gosto dos colecionadores de môfo e ferrugem. Ou anda ou não anda e se anda tem que andar forte, o relógio não perdoa.
Tudo seguido de um excelente churrasco, cerveja à vontade e papos intermináveis sobre as façanhas dos participantes. Evidentemente, a medida que são consumidas as cervejas, as doses de cascatas e mentiras aumentam, mas isso faz parte, pescadores não chegam nem perto de automobilistas quando o assunto é mentira.
A minha opinião não é bem uma crítica, mas um sentimento pessoal, não gosto de fazer coisas que não conheço e no caso, tenho medo de andar em uma pista que desconheço, simples assim.
Em circuito, o piloto pode treinar e ir aprendendo, em subidas de montanha, o piloto tem que ir improvisando e aprendendo o comportamento do carro. Tem gente que consegue fazer isso e se sente confortável. Tem outros que, em que pese conseguirem fazer, o fazem de maneira mais forçada, que é o meu caso. Ainda há aqueles que não conseguem e acabam destruindo o carro.
Cada um tem que analisar seu posicionamento e se comportar de maneira adequada, afinal estamos lá para nos divertirmos.
Nessa subida das fotos, participei incentivado pelos meus amigos Fritz e "Bigo" que são os titulares das famosas Ferramentas Corneta. O Bigo participou de Mini Cooper e o Fritz de 550Spyder vermelhinho. O Fritz começou a correr junto comigo na equipe do Coruja e perto dos sessenta, mas nem por isso o pessoal dava moleza para ele nas corridas, o cara manda ver e duelar com ele não é fácil, piloto limpo, mas duro. Ambos corríamos de 550spyder, o meu prateado e o dele o vermelhinho.
O mais engraçado é que eu e o Fritz devíamos ser os mais velhos e estávamos de carros sem capota. A molecada na chuva se abrigou em seus carros e nós dois ficamos com os carros debaixo de uma árvore, nos molhamos até a medula. Na foto, os dois "velhinhos" tomando chuva dentro do meu carro, reparem que a organização me sacaneou e deu o número 24. Da próxima vez vou fazer um monte de mal criação se fizerem de novo.
Na prova fui passeando, dirigir o 550spyder na chuva, em uma pista desconhecida e com folhas é impraticável.
Apenas dei uma arrancada para o carro ficar andando de lado e fiz isso incentivado pelos "mininus" Marx que adoram uma bagunça, mas nessa devem ter feito alguma coisa na noite anterior e apareceram sem carro, deve estar faltando carro lá na casa deles.
É cada curva um susto. Sossegamos o facho e fomos desfrutar do churrasco que estava excelente como sempre.
Primeira foto: Juliano "Kowalski" Barata